O funcionamento é automatizado. A água da chuva chega aos canais e galerias e, quando o nível sobe além do limite operacional, sensores disparam as bombas. A partir desse ponto, o sistema retira a água acumulada e a lança em corpos hídricos fora do perímetro urbano. O acionamento também pode ser feito remotamente, sobretudo em momentos em que a combinação de chuva intensa e maré alta diminui a velocidade natural do escoamento.
A prefeitura destaca que o desempenho das EBAPs depende da integração de todo o conjunto. Sem dragagem, comportas e limpeza contínua, as bombas operariam com eficiência reduzida. Por outro lado, sem as bombas, os canais não conseguiriam vencer a pressão da maré nem escoar o volume concentrado das pancadas de verão.
Na Praia da Costa, as intervenções no tamponamento do Canal da Costa também influenciam a dinâmica da drenagem. A obra exige o uso de ensecadeiras, barreiras temporárias que bloqueiam o fluxo do canal para permitir os trabalhos. Quando há previsão de chuva forte, essas estruturas são removidas para garantir passagem livre da água até a maré. A previsão de conclusão é até o fim de 2026.
Segundo a prefeitura, cada episódio de chuva forte é um teste para o sistema. E, embora as EBAPs tenham ampliado a capacidade de resposta, o resultado final sempre depende de fatores como a intensidade da precipitação, o horário da maré e o volume acumulado em curtos períodos.