Vitória aparece entre as capitais brasileiras com maior queda nos índices de mortes violentas. Levantamento do jornal Poder 360, com base em dados oficiais, aponta que a capital capixaba registrou a segunda maior redução do país nesse tipo de ocorrência, ficando atrás apenas de Manaus.
A análise considera números de homicídios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínio entre 2022 e 2025. No período, a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes em Vitória caiu de 22,7 para 17,1. A redução, de 52,6%, supera a registrada em capitais como Aracaju (48,5%) e Porto Alegre (43,6%).
Os dados indicam uma tendência de queda contínua da violência na cidade. Um dos indicadores que chama atenção é o número de dias sem registro de feminicídio: foram 597 dias consecutivos sem ocorrências do tipo, segundo dados oficiais. Especialistas apontam que o resultado está ligado à combinação de ações preventivas e políticas de proteção às mulheres.
Outro dado relevante é o número de homicídios. O ano de 2025 terminou com o menor total registrado em quase três décadas, consolidando o período como o mais seguro dos últimos 29 anos na capital.
Para prefeitura, parte desse cenário está associada às mudanças na atuação da Guarda Civil Municipal, que passou por reestruturação nos últimos anos. O efetivo foi ampliado com a contratação de novos agentes, e a cidade investiu em recursos tecnológicos, como câmeras de monitoramento, drones e sistemas de inteligência voltados à segurança urbana.
Além disso, a integração entre diferentes forças de segurança — incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e órgãos federais — tem sido apontada como um fator decisivo para a redução dos índices. A troca de informações e o planejamento conjunto passaram a orientar operações e ações preventivas.
Para o secretário municipal de Segurança Urbana, Amarílio Boni, os resultados são fruto de um trabalho técnico e estratégico. “Vitória se destaca no País porque adotou um modelo de gestão baseado em planejamento, inteligência e atuação integrada. Trabalhamos com análise de dados, mapeamento de cenários e estratégias coordenadas entre as forças de segurança. Nada disso é casual: é a combinação de tecnologia, presença qualificada e cooperação institucional que tem salvado vidas e transformado a experiência de segurança no cotidiano da nossa população”, afirma Boni.
A redução da violência, no entanto, não é atribuída apenas à atuação policial. Investimentos em áreas como educação, assistência social, urbanismo e infraestrutura também fazem parte da estratégia adotada pela cidade. A ampliação do ensino em tempo integral, melhorias na iluminação pública e a revitalização de espaços de convivência são apontadas como medidas que contribuíram para a ocupação mais segura dos espaços urbanos.
O prefeito Lorenzo Pazolini destaca que ações culturais, esportivas e sociais tiveram papel importante nesse processo.
“A cidade investiu na ampliação da educação em tempo integral, ações de urbanismo e atendimento social que estimularam a reocupação dos espaços públicos. Iluminação pública, revitalização de praças e parques, e a promoção de atividades culturais e esportivas também tiveram papel relevante na criação de ambientes mais seguros e acolhedores”, destacou.





