Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada no bairro Marbrasa, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi alvo de vandalismo na madrugada desta quarta-feira (7). Ao menos quatro aparelhos de ar-condicionado foram danificados, comprometendo o funcionamento da unidade de saúde.
Em entrevista à reportagem da TV SIM/SBT, a secretária municipal de Saúde, Renata Fiori, afirmou que esta é a quarta ocorrência do tipo registrada entre dezembro de 2025 e o início de janeiro deste ano. No período, ao menos dez aparelhos já foram perdidos. Segundo ela, os prejuízos vão além do desconforto térmico e impactam diretamente a assistência prestada à população.
“A climatização não é apenas uma questão de conforto, ela faz parte do ambiente de saúde. Se o sistema de ar-condicionado do setor de raio-X falhar, por exemplo, o equipamento não pode funcionar. Além disso, há medicamentos que precisam ser armazenados sob rígido controle de temperatura e acabam sendo perdidos. Essas perdas são consequência direta de atos de vandalismo”, explicou.
Ainda conforme a secretária, a contratação de câmeras de videomonitoramento já está prevista no planejamento orçamentário do município, mas o processo exige tempo para análise de custos e definição do modelo de contratação. Diante da recorrência dos ataques, o prefeito Theodorico Ferraço determinou a presença da Guarda Municipal no local até que a situação seja esclarecida.
“Ficou evidente que a ação teve como objetivo prejudicar o funcionamento da unidade. Não houve furto de fios ou cobre; os equipamentos foram simplesmente destruídos”, destacou Renata.
A Secretaria de Saúde informou ainda que a UPA conta com vigilantes. Eles acionaram a Polícia Militar por volta das 2h30, mas os suspeitos já haviam fugido quando a equipe chegou ao local.
A polícia informou que investigações estão em andamento e que levantamentos já foram iniciados para auxiliar na identificação dos responsáveis. Os aparelhos danificados serão substituídos, porém o prejuízo financeiro ainda não foi contabilizado. Segundo a secretaria, os equipamentos haviam passado por manutenção recentemente e os recursos destinados à reposição não estavam previstos para este momento.





