O navio-plataforma P-71 que estava sendo construído no Estaleiro Jurong, em Aracruz, no litoral Norte do Espírito Santo, foi concluído e deixou o mar capixaba em direção à Bacia de Santos, em São Paulo, onde vai atuar na produção de petróleo. A informação foi confirmada nesta semana pela Sembcorp Marine Ltd, companhia sediada em Singapura, que controla o estaleiro.

“Quando entrar em operação, a P-71 produzirá até 150 mil barris de petróleo por dia (BOPD). Com 316m de comprimento e 54m de largura, a P-71 tem capacidade de armazenamento de 1,6 milhão de barris e pode acomodar 166 pessoas”, destaca o comunicado da Jurong. A plataforma, do tipo FPSO, deixou o estaleiro no último sábado (15).

A finalização da P-71 em Aracruz, para a empresa, “ultrapassou outro marco operacional significativo”. Esse é o segundo projeto de embarcação, com unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO), para Tupi B.V.

O presidente do Conselho do EJA,  William Goh, afirmou em comunicado que, como um estaleiro brasileiro com experiência internacional e capacidades avançadas, é uma importante organização econômica. “É também uma parte do tecido social e econômico do Espírito Santo e suas comunidades locais. Temos o compromisso de ampliar nossos negócios aqui, fornecendo soluções de engenharia de classe mundial”.

O presidente do EJA, T. Guhan, disse, também em nota, que houve superação do período crítico da pandemia para cumprir a entrega. “Apesar dos desafios relacionados à pandemia que afetaram o projeto durante um período de 20 meses, o EJA entregou com sucesso a FPSO P-71 dentro do cronograma, consolidando nosso status como uma instalação de primeira linha no Brasil, capaz de assumir engenharia, aquisição, construção e comissionamento para projetos offshore de grande escala”, destaca.

Estaleiro

A unidade do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) ocupa uma área com 82,5 hectares, no município capixaba de Aracruz, desde 2014, e emprega até 4.500 trabalhadores nos períodos de pico das atividades de produção. A unidade informa que é capaz de atender a desenvolvimentos de campo nas regiões do Atlântico, Golfo do México e África Ocidental.

Segundo a companhia, o escopo de trabalho do EJA na P-71 incluiu a fabricação de seis módulos, pipe-racks e um flare, e sua integração na embarcação juntamente com outros módulos e itens fornecidos pelo cliente. O EJA também executou trabalhos de modificação nos topsides e no casco do FPSO para atender aos requisitos do campo de Itapu.