O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou, nesta quarta-feira (26), a exoneração do servidor Alexandre Gomes Machado, que ocupava a função de assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência.

Ele era responsável pela coordenação das emissoras que transmitem a propaganda eleitoral em rádio e TV no país. A demissão aconteceu após denúncia de que rádios do nordeste estariam favorecendo as inserções para a campanha do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia foi feita pela campanha do presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição. Por meio de nota, o TSE disse que a exoneração não tem ligação com a denúncia e que “faz parte das alterações que o presidente da corte, Alexandre de Moraes, tem promovido em sua equipe após assumir o cargo”.

A denúncia foi apresentada em um relatório enviado ao TSE com uma planilha que comprovaria o favorecimento à campanha de Lula em oito emissoras de rádios do nordeste.

Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o presidente Jair Bolsonaro teve 154 mil inserções de rádio a menos do que o petista nas últimas duas semanas.

Em depoimento à Polícia Federal, o servidor afirmou que recebeu um comunicado de uma rádio no qual a emissora admite que dos dias 7 a 10 de outubro havia deixado de repassar na programação 100 inserções da campanha de Bolsonaro.

Consta em seu depoimento ainda que o fato foi comunicado à chefia do gabinete da presidência e 30 minutos após foi exonerado. Ele afirma também que decidiu procurar a Polícia Federal por temer sua integridade física ou que sejam atribuídos a ele fatos desabonadores para desviar o foco do problema na fiscalização das inserções por parte do TSE.

*Com informações da CNN Brasil e Correio Brasiliense