As variantes Delta, também conhecida como a versão indiana do vírus da Covid-19, e a Delta, são as mais presentes no Estado. A informação foi obtida por meio de sequenciamento genético e identificação das variantes feitos pela Fiocruz de 365 testes de RT-PCR e antígeno da população capixaba.

Desse total, a instituição já liberou 158 resultados que mostraram uma predominância da Gama, presente em 89% das amostras, seguida pela Delta, representada em 11%. Ambas as variantes são consideradas extremamente perigosas, por serem de alto contagio. Dessa forma pode haver um aumento do número de casos e de óbitos.

“Principalmente a Gama tem potencial de fazer com que as pessoas não idosas evoluam a condições críticas e até morte. Por isso nosso alerta epidemiológico para a população, reforcem as medidas capazes de reduzir riscos de transmissão e se vacinem”, alertou o secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes.

Apesar de, segundo Fernandes, todo o casos de Covid-19 no Espírito Santo precisarem, a partir de agora, serem assumidos como uma provável infecção pela Gama e Delta, ele ressaltou a não generalização dos dados.

“Elas são extremamente perigosas, no entanto, cabe destacar que os resultados não tem relevância para projeção estática da proporção da presença dessas variantes dentro do território espírito santense. Precisamos reforçar os cuidados e nos vacinar, e em casos de sintomas, testar.”

Diferentes, mas iguais: Gama e Delta

As mutações do vírus “original” da Covid-19 acontecem pela grande circulação dele e assim ele se adapta para poder sobreviver em meio ao ambiente. A Delta e a Gama fazem parte dessa adaptação do novo coronavírus, mas diferente de outras variantes, elas representam um maior grau de perigo as pessoas.

Delta: surgiu na índia e se espalhou de forma rápida pelo mundo. Ela tem uma transmitibilidade muito maior, o que significa uma aumento no número de casos.

Gama: tem o poder de evoluir casos de covid-19 na população não idosa a condições criticas e a óbito.