Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Espírito Santo não precisam mais realizar as provas de baliza e de ladeira durante o exame prático de direção. As duas manobras, consideradas entre as mais difíceis do processo de habilitação, deixaram de ser obrigatórias no estado desde a última segunda-feira (19), com a entrada em vigor de novas regras nacionais.

O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) foi um dos primeiros do país a aderir às mudanças previstas na atualização do modelo de avaliação prática. Além do estado capixaba, Amazonas, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul também adotaram o novo formato. Em outras unidades da federação, a decisão de manter ou não essas exigências ficou a cargo dos órgãos estaduais de trânsito.

Com a retirada da baliza e da ladeira, o exame prático no Espírito Santo passa a focar na condução segura em situações reais de circulação. Durante a prova, o avaliador observa o comportamento do candidato no trânsito, o respeito às normas de circulação, o uso correto dos retrovisores e das setas, além do controle do veículo ao longo do trajeto.

Apesar de as manobras não serem mais exigidas oficialmente, as autoescolas não estão impedidas de continuar ensinando baliza e ladeira para os seus alunos. Parte das instituições mantém o treinamento por considerar as técnicas fundamentais para a rotina do motorista, especialmente em áreas urbanas.

Mudanças na reprovação

Outra alteração importante diz respeito ao sistema de pontuação. Antes, erros específicos em determinadas etapas podiam resultar em reprovação imediata. Agora, o candidato pode acumular até 10 pontos ao longo da prova, sendo reprovado apenas se atingir 11 pontos. O sistema tem como base exclusivamente as infrações de trânsito cometidas durante o exame.

A pontuação das infrações são as seguintes:

As normas foram oficializadas em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Aulas teóricas gratuitas

Além das alterações no exame prático, o novo modelo também flexibiliza o processo de formação de condutores. O Governo Federal disponibilizou uma plataforma digital na qual o candidato pode realizar o curso teórico gratuitamente. As determinações também alteraram a exigência mínima do curso prático. O tempo mínimo que era de 20 horas, passou a ser apenas 2 horas.

O candidato pode optar por aulas em autoescolas, com instrutores autônomos credenciados ou definir a carga horária conforme sua própria avaliação de preparo.

Segundo os órgãos de trânsito, o objetivo das mudanças é reduzir custos, modernizar o processo de habilitação e concentrar a avaliação na segurança viária e no comportamento do futuro condutor no trânsito.