O funcionário público Bruno Zambon Destefani, que estava desaparecido havia uma semana em Vitória, foi encontrado morto. Um familiar dele confirmou a TV SIM/SBT que o corpo localizado na noite desta quinta-feira (22) no mangue do bairro Maria Ortiz é de Bruno. A mãe do servidor, dona Mercedes, também publicou uma mensagem de luto nas redes sociais.
O corpo foi encontrado por pescadores, preso entre galhos e raízes do manguezal, que acionaram a Polícia Militar. A região é formada por ilhas e canais e costuma ser frequentada por quem vive ou trabalha no local. No momento em que o corpo foi localizado, já era noite e a visibilidade era baixa.
Devido ao avançado estado de decomposição, o reconhecimento oficial no local não foi possível, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Mesmo antes da conclusão formal dos exames, familiares confirmaram a identidade e já vivem o luto.
Nas redes sociais, dona Mercedes homenageou o filho com uma foto em que os dois aparecem sorrindo e abraçados. A imagem, marcada por um momento de alegria, contrasta com os últimos sete dias de angústia e buscas intensas. Bruno saiu de casa no dia 15 e não foi mais visto desde então.

Um primo e o irmão de Bruno estiveram no IML nesta sexta-feira (23). O primo, que preferiu não gravar entrevista, contou à reportagem que viu o corpo no momento em que ele era retirado da água. Segundo ele, a família tem feito esforços para preservar dona Mercedes, que está bastante abalada com a confirmação da morte.
Durante a semana, imagens de câmeras de segurança ajudaram a direcionar as buscas. Os vídeos, todos do dia do desaparecimento, mostravam Bruno caminhando por ruas de Maria Ortiz. Em um dos registros, ele aparece seguindo por uma rua sem saída, em direção ao mangue. A partir dessa informação, as equipes concentraram as buscas naquela região.
Um perito ouvido pela reportagem explicou que, pelo estado em que o corpo foi encontrado, a morte teria ocorrido há pelo menos quatro dias. O procedimento de identificação no IML inclui, inicialmente, a análise das impressões digitais, que pode levar até três dias. Caso não seja possível, a identificação pode ser feita por meio da arcada dentária, em até cinco dias. Em último caso, é realizado exame de DNA, cujo resultado pode levar cerca de 45 dias.
Familiares relataram que Bruno tinha diagnóstico de transtorno bipolar e já havia passado por outros surtos psicológicos. Em alguns episódios, segundo eles, ele apresentava desorientação e sensação de estar sendo perseguido.
Bruno também praticava natação e nadava bem. Em um surto anterior, de acordo com a família, chegou a nadar da Praia de Camburi, em Vitória, até a Praia da Costa, em Vila Velha. Por isso, os parentes afirmam não acreditar que a morte tenha ocorrido por afogamento.
Na manhã desta sexta-feira (23), os pais de Bruno não compareceram ao IML. A reportagem tentou contato por telefone, mas não obteve retorno. Bruno era servidor público, casado e pai de uma menina de apenas dois anos.
* Com informações de Arleson Schneider, da TV SIM SBT





