Olhos no outono: como proteger a visão na estação mais seca

Doenças como síndrome do olho seco e conjuntivite tornam-se mais frequentes nesse período

Por Redação
Foto: Reprodução

Com a chegada do outono, marcado por temperaturas mais amenas e baixa umidade do ar, os olhos sofrem com o ressecamento e a maior exposição a alergias e infecções. Doenças como síndrome do olho seco e conjuntivite tornam-se mais frequentes nesse período, exigindo atenção redobrada com a saúde ocular.

A oftalmologista Grace Pacheco, do Centro Capixaba dos Olhos (CCOlhos), alerta que a queda das folhas e o clima mais frio favorecem a proliferação de fungos e o acúmulo de poeira em ambientes fechados, agravando quadros alérgicos. “O uso de óculos escuros ajuda a evitar a exposição a alérgenos, e em casos mais graves, antialérgicos orais ou colírios podem ser necessários, sempre com prescrição médica”, recomenda.

Ressecamento e irritação aumentam no outono

Além das alergias, a estação intensifica os casos de síndrome do olho seco, caracterizada por baixa produção ou alteração na composição das lágrimas. Isso resulta em sintomas como coceira, vermelhidão, ardência e sensação de areia nos olhos.

A oftalmologista Liliana Nóbrega, referência mundial no tema, explica que o uso frequente de ar-condicionado e ventiladores pode agravar o problema. “A lubrificação ocular é prejudicada, tornando os olhos mais vulneráveis”, diz. Idade, uso de lentes de contato, maquiagem, cirurgias oftalmológicas e até alguns medicamentos também podem afetar a produção lacrimal.

Para aliviar os sintomas, a especialista recomenda o uso de colírios lubrificantes indicados por um profissional e a higienização diária dos cílios. “Cosméticos podem obstruir as glândulas lacrimais. O ideal é lavar as pálpebras com sabonete neutro diluído em água duas vezes ao dia”, orienta.

Conjuntivite: um risco maior no tempo seco

A conjuntivite, inflamação da membrana que reveste os olhos, também se torna mais comum no outono. Embora a versão alérgica seja a mais frequente na estação, a forma viral pode surgir e ser altamente contagiosa.

Os sintomas incluem vermelhidão excessiva, coceira intensa, sensação de areia nos olhos e secreção. Para evitar a contaminação, é essencial manter a higiene das mãos e evitar levar as mãos aos olhos.

Como proteger os olhos no outono

Para reduzir os impactos da estação na saúde ocular, os oftalmologistas recomendam medidas simples, mas eficazes:

• Hidrate-se bem: beber bastante água ajuda na lubrificação ocular.
• Evite acúmulo de poeira: mantenha ambientes limpos e bem arejados.
• Use óculos de sol: protegem contra alérgenos e poluentes.
• Não esfregue os olhos: isso pode agravar irritações e aumentar o risco de infecções.
• Procure um oftalmologista: se os sintomas persistirem, a avaliação médica é essencial para evitar complicações.

O cuidado com a visão é fundamental durante todo o ano, mas no outono, quando os riscos aumentam, a atenção deve ser ainda maior.

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