Embaixadores da UE apoiam acordo comercial com o Mercosul

Este deverá ser o maior acordo comercial já concluído pela UE, embora ainda precise da aprovação do Parlamento Europeu

Por R7
Países da UE têm até as 13h (horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito Reprodução/ Record News

Embaixadores da União Europeia concordaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9), com o acordo de livre comércio planejado com o Mercosul, de acordo com três diplomatas e fontes da UE. Os países da UE têm até as 13 horas (horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito, disseram os diplomatas.

Este deverá ser o maior acordo comercial já concluído pela UE, embora ainda precise da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é negociado há mais de 25 anos e era para ter uma conclusão no dia 20 de dezembro de 2025, durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu.

Entretanto, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, informou que a assinatura do acordo tinha sido adiada para janeiro, aumentando ainda mais a longa história da medida.

Irlanda, França, Hungria e Polônia já anunciaram que vão votar contra o acordo. Agricultores desses países temem uma possível entrada de commodities e mercadorias mais baratas vindas do bloco sul-americano, como carne bovina e açúcar.

Porém, nesta semana, a União Europeia avançou para assinar o acordo. A Itália, que antes estava resistente, sinalizou apoio, o que abriu caminho para que o tratado seja firmado.

Protesto contra o acordo
Na última quinta-feira (8), agricultores franceses iniciaram um bloqueio antes do amanhecer nas estradas que levam a Paris e em vários pontos turísticos da cidade, em protesto contra o acordo comercial.

Agricultores de vários sindicatos convocaram os protestos em Paris em meio a temores de que o acordo de livre comércio planejado com o bloco de países da América do Sul inundará a UE com importações de alimentos baratos, e em indignação com a forma como o governo está lidando com uma doença que afeta o gado.

Há muito tempo a França tem sido uma forte oponente do acordo comercial e, mesmo depois de obter concessões de última hora, a posição final de Macron ainda é desconhecida.

Nesta semana, a Comissão Europeia propôs disponibilizar 45 bilhões de euros (aproximadamente R$ 283 bilhões) de financiamento da UE mais cedo para os agricultores no próximo orçamento de sete anos do bloco e concordou em reduzir as taxas de importação de alguns fertilizantes em uma tentativa de conquistar os países que estão hesitando em apoiar o Mercosul.

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