Centrorochas

Empresários do ES comemoram derrubada de tarifaço de Trump

A (Centrorochas) avaliou como positiva a derrubada do tarifaço ao Brasil

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A Suprema Corte derrubou o tarifaço imposto por Trump aos produtos brasileiros. Foto: Divulgação

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte das tarifas adicionais contra o Brasil foi recebida com otimismo contido pelos empresários do setor de rochas naturais no Espírito Santo. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (20) e declarou ilegais as sobretaxas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) avaliou o resultado como positivo para o segmento, que vinha sendo impactado por tarifas extras de 10% e 40% aplicadas sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a decisão representa um passo importante para reduzir parte da pressão tarifária recente.

Apesar disso, o setor mantém cautela. A avaliação é de que a decisão não encerra o tema das tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano, já que a IEEPA era apenas um dos instrumentos jurídicos utilizados para sustentar as medidas.

Outros mecanismos seguem em vigor, como a Seção 232, relacionada à segurança nacional, e a Seção 301, que trata de investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais. Ambos continuam gerando incertezas e podem resultar em novos desdobramentos.

Além disso, ainda não há definição sobre como e quando a alfândega dos Estados Unidos irá normatizar e aplicar, na prática, a decisão da Suprema Corte. O cenário, segundo a entidade, exige acompanhamento técnico permanente.

O governador Renato Casagrande também se pronunciou pelas redes sociais. Ele afirmou que a decisão reforça que o comércio internacional precisa de legalidade, equilíbrio e diálogo. “Quemproduz e gera emrpego não pode pagar a conta de disputas políticas. Seguimos defendendo nossa economia e nossos trabalhadores.

Atuação em Washington

Desde julho, quando as tarifas adicionais foram anunciadas, a Centrorochas intensificou a articulação institucional em Washington. A estratégia incluiu agendas de diplomacia setorial com o objetivo de demonstrar a relevância estratégica das rochas naturais brasileiras para o mercado norte-americano.

De acordo com a entidade, as rochas ornamentais do Brasil são consideradas minerais não metálicos críticos para a cadeia da construção residencial nos Estados Unidos. Durante as reuniões, ficou evidente que a administração norte-americana trabalha com diferentes alternativas jurídicas para sustentar sua política tarifária.

Por isso, o setor afirma que seguirá com leitura técnica do sistema comercial dos Estados Unidos e com atuação estruturada em múltiplas frentes. A mobilização envolve diálogo com o Executivo, o Congresso e órgãos de comércio exterior norte-americanos, além de articulação no Brasil.

A meta, segundo os empresários capixabas, é preservar a competitividade das rochas naturais brasileiras em um dos principais mercados consumidores do mundo, reduzindo riscos e garantindo previsibilidade para o setor.