Dia a Dia
Sangue fator RH negativo é o que mais precisa de doação
Escrito por Vinicius Arruda em 05 de agosto de 2019
De janeiro a junho deste ano, os hemocentros do estado receberam doações de sangue de quase 25 mil pessoas. São, em média, 4,1 mil doadores por mês, mais que a média de 2018, de 3,8 mil doadores/mês. Ainda assim, a situação dos bancos de sangue não é confortável. O problema é principalmente a falta de doadores de sangue com fator RH negativo (O-, A-, B- e AB-).
O diretor-geral do Hemoes (Hemocentro do estado), Leonardo Tavares, explica que esses tipos sanguíneos são menos prevalentes entre a população e, consequentemente, nos bancos de sangue. Um deles, especialmente, é fundamental.
“O sangue O- é o doador universal e, por isso, é usado em casos de emergências. Em hospitais de atendimentos de trauma, esse é um estoque estratégico, mas está sempre longe do ideal. Quando não há sangue O- disponível, o hospital tem que recorrer a um banco de sangue privado ou fazer o teste para descobrir qual é o sangue do paciente para, então, fazer a transfusão. Isso afeta a agilidade do atendimento”, diz.
Até a última quinta-feira, o estoque do Hemoes era de apenas nove bolsas de sangue O-, quando o ideal são 26 bolsas para cada cinco dias. Também está abaixo do ideal o estoque de sangue A- (havia sete bolsas quando o ideal são 15 para cada cinco dias). Já os estoques dos sangues B- e AB- estavam no limite: cinco bolsas de B-, suficientes para cinco dias, e duas bolsas de sangue AB-, também suficientes para o mesmo período.
Em junho, quando o número de doações normalmente cai, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) realizou a campanha “Procura-se sangue O-”. A ação ajudou, mas a demanda por esses doadores continua.
O Hemoes também precisa de plaquetas, necessárias, por exemplo, para pacientes com leucemias e submetidos a cirurgias cardíacas. A doação, nesse caso, pode ser feita por aférese, processo que separa as plaquetas. Atualmente, o estoque também está no limite.