Dia a Dia
Advogadas suspeitas de ligação com facção vão para prisão domiciliar
Escrito por Leandro Nossa em 05 de setembro de 2019
As advogadas que foram presas suspeitas de transmitirem mensagens de presos de facções criminosas de fora dos presídios na Grande Vitória, deixaram a penitenciária e seguem em prisão domiciliar. A Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB Espírito Santo solicitou a custódia das advogadas em Sala de Estado Maior, mas não havia disponibilidade no Quartel da Polícia Militar. Com isso, a OAB apresentou requerimento solicitando o habeas corpus das investigadas.
O advogado da Comissão, Eduardo Sarlo, falou que a medida é um direito delas e que a lei não estava sendo respeitada.
Segundo a Polícia Civil, nas mensagens transmitidas por elas, havia o pedido de coação de testemunhas para que elas mudassem depoimentos que prejudicavam os presos; compra de 250 quilos de maconha e até a ordem de aquisição de uma arma de grosso calibre.
O delegado Rafael Ramos afirmou que os bilhetes estavam em uma agenda usada por uma das advogadas durante a visita aos criminosos. Segundo a perita da polícia civil, Jandira Brandão, foram realizados exames de grafia, para identificar o estilo e padrão de escrita.
Durante a operação que prendeu as advogadas, foram cumpridos mais sete mandados de prisão, um deles contra um ex-detento e os outros contra pessoas que já estavam presas.