Vitória tem queda de 7% no preço da cesta básica

Dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Dieese

Por Redação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O custo da cesta básica de alimentos ficou mais barato em Vitória no segundo semestre de 2025. A capital capixaba registrou queda de 7,05% entre julho e dezembro e liderou a redução de preços na Região Sudeste, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A redução coloca Vitória entre as capitais com quedas mais expressivas do país no período. No cenário nacional, todas as 27 capitais brasileiras apresentaram recuo no valor da cesta básica no acumulado do último semestre de 2025. As variações foram de -9,08%, em Boa Vista (RR), a -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

De acordo com os dados, o desempenho de Vitória foi o melhor entre as capitais do Sudeste, superando cidades como Belo Horizonte, que teve a menor queda do país, Macapá (-2,10%) e Campo Grande (-2,16%). A pesquisa passou a abranger todas as capitais brasileiras a partir de julho de 2025 — antes, o levantamento era feito em apenas 17 cidades.

No ranking geral, Boa Vista liderou a redução nacional, com queda de 9,08%, seguida por Manaus (-8,12%) e Fortaleza (-7,90%). Mesmo não figurando entre as três maiores quedas do país, Vitória se destacou regionalmente e apresentou um recuo considerado significativo no custo dos alimentos básicos.

Por regiões, além de Vitória no Sudeste, Boa Vista liderou no Norte, Fortaleza teve o maior recuo no Nordeste, Brasília foi a capital com maior queda no Centro-Oeste (-7,65%) e Florianópolis se destacou no Sul, com redução de 7,67%.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda generalizada nos preços reflete investimentos feitos nos últimos anos na produção de alimentos no país.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Ele destacou ainda os Planos Safra dos últimos três anos, tanto para a agricultura empresarial quanto para a agricultura familiar. “Já são três anos com valores recordes, garantindo recursos para o financiamento agrícola e juros subsidiados”, disse.

* Com informações da Agência Brasil

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