A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um casal suspeito de aplicar golpes envolvendo a venda ilegal de armas de fogo e a fraude de registros de CACs (colecionadores, atiradores e caçadores). Os suspeitos foram identificados como Mayra dos Santos, de 29 anos, e Homero Vieira de Almeida, de 32, que foram presos no bairro Vista da Serra II, na Serra.
A ação foi realizada pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em apoio à Delegacia de Homicídios de São Paulo.
Segundo as investigações, os dois suspeitos atuavam como um dos braços da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentava ampliar sua atuação no Espírito Santo. O esquema começou como estelionato, mas, ao longo da apuração, revelou ligações mais profundas com o crime organizado.
De acordo com a Polícia Civil, o casal anunciava armas de fogo em sites e plataformas digitais, simulando vendas legais. Pessoas interessadas eram convencidas a fornecer dados pessoais sob a promessa de compra regular do armamento. No entanto, as armas nunca eram entregues.

As informações das vítimas, segundo a investigação, eram repassadas diretamente a integrantes do PCC. Além disso, o dinheiro obtido com os golpes era movimentado por meio de criptomoedas, prática usada para dificultar o rastreamento financeiro e caracterizar lavagem de dinheiro. Com o esquema, os suspeitos teriam obtido altos lucros.
A polícia aponta ainda que o golpe era bem articulado e teve alcance nacional, com vítimas em diferentes estados do país. Em alguns casos, os suspeitos chegaram a enganar até policiais, que tentaram comprar armas e tiveram seus dados pessoais roubados pelo grupo.
Um dos investigados já havia sido preso anteriormente e, segundo a polícia, utilizava tornozeleira eletrônica. Mesmo após deixar a prisão, ele teria voltado a cometer crimes. As investigações também indicam que o suspeito se identificava falsamente como delegado federal para ganhar a confiança das vítimas e facilitar as negociações.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos celulares e computadores, que serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Os dois presos são moradores do Espírito Santo e vinham sendo monitorados há meses pelas forças de segurança. As investigações continuam para apurar crimes como estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico ilegal de armas.





